Adelino Dias Costa nasceu, em Avanca, em 2 de Dezembro, de 1892, sendo seus pais António Augusto Dias Costa e Joaquina Gomes.
O pai, segundo o viver comum da gente da terra, era agricultor, possuindo uma espécie de serralharia, como entretimento nas horas de lazer e nos dias invernosos. Talvez que a ténue chama daquela forja tivesse acendido, na alma do filho, a labareda da vocação providencial de um grande artista!…A sua cultura oficial ficou pela 4.ª classe, mas lendo livros, e atento às lições das coisas e à psicologia dos homens, enriqueceu o espírito com o saber de experiência feito. Aos 12 anos, por volta de 1904, tendo-se correspondido com um tio de Belém do Pará, atravessa os mares, em aventuras (…) Regressando o tio à Pátria, o pequeno emigrante é levado para a ilha de Marajó, na foz do Amazonas, para servir o único comerciante português que ali vivia.Ao fim de dois anos, enferma gravemente, vítima do trabalho e do clima, regressa a casa, onde demora mais de três anos a restabelecer-se.Pede ao pai para este encontrar um Mestre em serralharia, que o ensine na arte… mas o pai não vendo grande futuro nessa profissão, dissuado-o.Chega a hora do noivado, aos 20 anos (1912). Casa-se com Maria de Assunção Leite, e com o matrimónio adquire alguma independência para se aventurar na sorte da vida.É apurado para o serviço militar, e cabe-lhe a arma da Artilharia, N.º 2, na Figueira da Foz.Feita a aprendizagem, leva a esposa para Lisboa, para procurar realizar o seu sonho. Anda um mês à deriva, mas por fim consegue entrar na Fábrica Portugal e ao fim de 60 dias transita para a firma Silva & Silva, onde encontra o ambiente que anseia. Mas surgem embaraços…Em 1920 regressa à sua terra, levanta uma pequena barraca e monta uma pequena forja… e ao fim de uns anos consegue-se ver o que conseguiu… Adico.Há quem o recorde como um amigo dos pobres e, em particular, das crianças. Outros há que não podem deixar de evocar a distinta presença deste homem da cultura e do bem, que soube viver e fazer viver com excelência e, ao mesmo tempo, humanismo.
